Treinamento Físico pode mudar seus genes?

Aqui está uma razão para praticar periodicamente: exercícios de 45 minutos ou mais poderia mudar seus genes e aumentar o seu metabolismo. 

Treinos de 45 minutos podem criar alterações genéticas que reduzem a inflamação e tornam o seu metabolismo mais eficiente, de acordo com um estudo publicado na revista Epigenetics.


Pesquisadores do Karolinska Institutet, na Suécia, estudaram vinte e três voluntários jovens sedentários que treinaram apenas uma perna randomizada durante 3 meses, sendo que a outra perna foi utilizada como perna não treinada. Realizaram-se dois testes de desempenho unilateral de extensão do joelho antes e depois do período de treino. As biópsias do músculo esquelético do vasto lateral foram tomadas antes e 24h após a última sessão de treinamento de ambas as pernas. Os testes de desempenho pós-treinamento foram realizados 3-6 dias após as biópsias.. A outra perna foi utilizada como controle. Em seguida, os pesquisadores tomaram biópsias de músculo esquelético para avaliar marcadores de metabolismo muscular e mudanças nos genes dos ciclistas.

As descobertas: Os pesquisadores viram mudanças genéticas no músculo esquelético, mas apenas na perna que foi treinada. "Houve grandes diferenças entre a perna treinada e não treinada", disseram os pesquisadores Maléne Lindholm, PhD, e Francesco Marabita, PhD. Parece que o exercício de resistência altera o genoma, afetando o quanto certos genes são usados. "Exercício não muda seus genes reais, mas poderia mudar a forma como se expressam, ajudando seu corpo a produzir mais proteínas que são importantes para o treinamento. Estas mesmas proteínas também podem ajudar a aumentar o seu metabolismo e diminuir a inflamação, reduzindo o risco de obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.

Por quê realizar atividade aeróbica regular? "Para ver essas mudanças benéficas, você precisa treinar o músculo de interesse por 45 minutos", diz Lindholm. Então, é melhor fazer um exercício de corpo inteiro (como correr, nadar ou remar) que você pode fazer por períodos mais longos de tempo, criando mudanças genéticas em vários músculos ao mesmo tempo, ao contrário de trabalhar um músculo continuamente por 45 minutos . Os pesquisadores sugerem fazer este tipo de exercício de corpo inteiro duas a três vezes por semana para colher os frutos.



Fonte:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4622000/ ( Acesso: 02/04/2017)



Veja mais:

CONSUMO DE AÇAÍ, FADIGA E EXERCÍCIO FÍSICO

ARTIGO - COMPARAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO SANGUÍNEA DE ÁCIDO LÁTICO, APÓS SUPLEMENTAÇÃO DE AÇAÍ (Euterpe oleracea Mart.) NA FADIGA INDUZIDA EM INDIVÍDUO TREINADO 


O estudo objetivou verificar a influência do consumo de açaí, pré-treino, no aumento da tolerância ao esforço, como resposta à fadiga induzida, em indivíduo de 50 anos, treinado, após ser submetido a protocolo adaptado de Balke em esteira. Utilizando o marcador sanguíneo: ácido lático. Vários estudos têm demonstrado que o consumo de açaí, influencia no nível de concentração de lactato sanguíneo em situações de esforço físico. A pesquisa classificada como estudo de caso único, quantitativo, experimental de design intra-sujeitos, foi realizada em estúdio. Utilizaram-se dois testes de intensidade controlada, com mesmo protocolo adaptado em esteira de Balke. No teste 1, sem suplementação e no teste 2, com consumo de 300 mL de polpa de açaí pré-teste. Verificou-se variação média de ácido lático (Δ %) - 25,98%, após consumo.

Introdução

O açaí, fruto da palmeira Euterpe oleraceae Martius é tipicamente originário do delta amazônico brasileiro. O interesse por seu uso e sua grande popularidade nacional e internacionalmente, tem-se intensificado com maior ênfase nas publicações científicas a partir de 2009, devido evidências de seus efeitos antioxidantes (SOUZA, M. O. et al., 2011).

Degustado de várias formas, o açaí é vem sendo consumido como creme gelado adicionado a vários acompanhamentos, no entanto ganhou notoriedade como suco entre atletas e frequentadores de academias, geralmente sendo associado a frutas e cereais (LEE; BALICK, 2008).

Observou-se nas bases de dados Science Direct e PubMed, escassez de estudos direcionados ao consumo de polpa de açaí ou suplementação à base de açaí focados na performance de atletas ou em fatores influenciadores da performance, como a fadiga, apesar do grande interesse nas propriedades do açaí como alimento funcional (LICHTENTHALER et al., 2005; KANG et al., 2010).

Supunha-se que fadiga relacionava-se a lacticemia muscular, atualmente estudos têm demonstrado que, no metabolismo glicolítico, o desequilíbrio entre a formação de íons de hidrogênio (H+) e sua remoção da corrente sanguínea, promove acidose metabólica, que, associada a outros determinantes, como a depleção das reservas de glicogênio e eletrólitos, induzem a fadiga periférica (ACSM, 2003; ASCENÇÃO A. et al., 2003).

Pesquisas recentes compararam a influência da suplementação de bebidas à base de açaí, pré-esforço, em marcadores de fadiga como Lactato Desidrogenase (LDH), Creatinoquinase (CK), Lactato sanguíneo, após testes indutores de fadiga muscular aguda, inferindo, ser o açaí, pela composição de antioxidantes associados, um possível retardador de fadiga muscular (GUERRA, 2011; PEIXOTO, 2014).

O presente estudo objetivou verificar se a ingestão de extrato vegetal, (polpa de açaí), pré-treino, poderia influenciar positivamente na performance de ex-sedentário, atualmente praticante de caminhada e treinamento funcional, na frequência de 3x/semana, há 8 meses, retardando a sensação de fadiga aguda, após aplicação de teste em esteira modificado de Balke, (POLLOCK, M. L.; WILMORE, J. H., 1993)

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